segunda-feira, 11 de junho de 2012

Educação Ambiental e o consumo sustentável: Discutindo o uso de recursos naturais e a geração de resíduos sólidos


           “A nossa enorme economia produtiva exige que façamos do consumo nossa forma de vida, que tornemos a compra e uso de bens, rituais, que procuremos a nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, no consumo. Precisamos que as coisas sejam consumidas, destruídas, substituídas e descartadas a um ritmo cada vez maior”. Victor Lebow, analista de varejo norte americano no período pós-Segunda Guerra Mundial.
O excerto acima define bem o padrão de consumo dos dias atuais. Consumir hoje, possui uma nova conotação, refere-se a um novo estilo de vida cujas sociedades pertencem a um ciclo vicioso, composto por três etapas: comprar, consumir e descartar.
Esse ciclo se processa com uma enorme velocidade, às vezes imperceptível aos nossos olhos. Você já parou para pensar que em anos atrás os produtos possuíam uma maior vida útil e nos dias de hoje são consumidos mais rapidamente?  Isto não é por acaso, acabamos sendo vítimas da obsolescência planejada e da obsolescência percebida. A obsolescência planejada ocorre quando os produtos são planejados para durar menos, isso ocorre comumente com aparelhos eletrônicos, como aparelhos celulares e computadores e também com produtos descartáveis. Já obsolescência percebida, ocorre quando produtos com designs mais modernos são lançados no mercado, isso nos leva perceber que nossos produtos comprados anteriormente estão obsoletos, este processo foi perceptível no lançamento dos monitores de LCD, quem possuía monitores de tubo acabava se sentindo fora do novo contexto social de cidadão consumista. Ambos os termos citados anteriormente são estratégias mercadológicas criadas para alavancar o consumo.
Mas de que forma somos influenciados a serem cidadãos consumistas? A publicidade e o marketing são instrumentos cruciais neste processo. Quando ligamos a TV ou acessamos a internet, ficamos expostos a uma quantidade imensa de propagandas, nos tornamos parte deste sistema, deste ciclo, nos tornamos seres alienados, marionetes do sistema capitalista.
            Agora é hora de prestarmos atenção em outro ponto importante desse sistema, de que materiais são constituídos os produtos que consumimos? Os recursos naturais são a matéria-prima que alimenta este sistema, a extração irresponsável e muitas vezes criminosa deste bem natural acaba por degradar o meio ambiente, contribuindo para escassez desses recursos que, por sua vez, possuem caráter finito.
Se descartarmos mais rapidamente o que consumimos, acabamos por gerar uma maior quantidade de lixo, que tende a se acumular. O tratamento de resíduos sólidos é uma grande problemática mundial, pois o lixo produzido, em grande parte, não pode ser reaproveitado. A reciclagem possui um importante papel na redução do acúmulo de lixo, pois torna o que antes era inútil em um novo bem de consumo, porém a reciclagem não é o suficiente para resolução do problema, a taxa de reciclagem é bastante desproporcional a quantidade de resíduos sólidos gerados a cada dia, tornando-se assim um mecanismo insuficiente, mas de grande importância. A redução do consumo desordenado, a utilização dos produtos que compramos até o fim da sua vida útil e a reciclagem são de suma importância para a diminuição das problemáticas ambientais, pois reduziriam a extração dos recursos naturais, diminuiriam a geração e acúmulo de lixo, contribuindo, assim, para o desenvolvimento de sociedades mais sustentáveis.

Iúri A.


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O trabalho Educação Ambiental e o consumo sustentável: Discutindo o uso de recursos naturais e a geração de resíduos sólidos de Iúri Acksel Santos de Jesus foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

terça-feira, 22 de maio de 2012

A terra está mudando: Aquecimento Global e a Rio + 20



Por: Iris Rianne
As discussões sobre as mudanças climáticas se tornaram frequentes entre o meio acadêmico e espaços comuns da sociedade, isso mostra a preocupação da população com as consequências do aquecimento global para a qualidade de vida na Terra. Isso é inevitável e bem perceptível, é só perguntar a seus avós ou outra pessoa mais velha como era a temperatura no tempo da infância deles. Certamente, eles vão falar que era diferente, “mais fresco”, chovia mais, entre outras coisas.
Só para compreendermos, na Terra existe um processo responsável por manter a temperatura equilibrada chamado efeito estufa, que é imprescindível para a manutenção da vida no planeta, já que promove um equilíbrio na temperatura, possibilitando um clima adequado para sua existência. Isso se deve à associação de fatores, como a camada de ozônio que filtra os raios ultravioletas emitidos pelo sol, além de gases, como dióxido de carbono (CO2) que é advindo da queima de combustíveis fósseis e contribui para que parte do calor permaneça dentro da atmosfera terrestre. Entretanto, esta camada tem sofrido interferência por causa do aumento deste gás que “segura” mais calor na Terra, aumentando a temperatura global. Além deste gás, também existem outros que agravam o efeito estufa, como o metano, o clorofluorcarbonetos (CFCs), o óxido nitroso, entre outros. Estes gases têm fontes variadas, como a decomposição de matérias orgânica, geladeiras e ar-condicionado antigos, além de indústrias, respectivamente.
A partir das análises e levantamentos já realizados, é previsto que o aquecimento intensificará fatores como áreas litorâneas mais úmidas e os interiores mais secos, além de que esse aumento da temperatura trará consequências como o derretimento de calotas polares, cujo resultado é a elevação do nível do mar, ameaçando as populações costeiras. Os cientistas também informam que a temperatura elevada pode levar à extinção de espécies, como anfíbios, urso polar, aves – como o ganso de peito vermelho que vive no Ártico –, e os corais marinhos.
Mas aí você deve estar se perguntando: E o que isso tem haver com o Brasil, nordeste e o lugar que moro? Pois bem, tem tudo haver. É só lembrar da seca ocorrida em 2001 na Amazônia; dos tornados e o Furacão ‘Catarina’ (primeiro furacão brasileiro) atingiram a região sul em 2005; das tempestades violentas em Alagoas e Pernambuco em 2010; Além de uma das maiores secas (2012) dos últimos 40 anos na Bahia e Sergipe, acentuando o processo de desertificação no nordeste. De acordo com dados atuais do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), esses tornados e furacões são consequências do aumento da temperatura do Oceano Atlântico, a Amazônia pode se tornar igual às Savanas africanas e o nordeste se tornar uma área desértica, semelhante ao deserto onde é impossível plantar ou criar animais para subsistência, expulsando as populações para a cidade.
Todos esses fatores são intensificados pela ação humana com a utilização de combustíveis fósseis, desmatamento, queimadas e liberação de gases e produtos nocivos ao meio ambiente. Dessa forma, é imprescindível que as ações previstas no Protocolo de Kyoto (acordo internacional para reduzir gases que intensificam o efeito estufa) sejam mais efetivas em todos os países com o objetivo de reduzir a emissões de gases poluentes. Especialmente neste ano quando ocorrerá, em junho, no Rio de Janeiro, a Conferência Rio+20, onde diversos países desenvolvidos e em desenvolvimento definirão novas metas de comprometimento para a melhoria do quadro ambiental a serem alcançadas até o ano de 2020, contando, claro, com a participação efetiva dos países desenvolvidos, como Estados Unidos que se negou assinar tal acordo. Vale também destacar as iniciativas sustentáveis, como a substituição das fontes energias atuais por renováveis – através de iniciativas como a premiação governamental às empresas que diminuam emissões – são um bom começo. Enquanto isso, compre apenas o necessário, use meios de transporte coletivos, reduza o consumo de energia e, melhor, conversem com seus avós, eles sim sabiam viver bem com o ambiente.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Dengue uma doença preocupante





Antes de começar a falar sobre a doença em si precisamos saber qual a sua origem. O mosquito causador da dengue é natural do continente africano, chegou aqui na América do Sul no período de colonização pelos navios negreiros, com isso começaram a se proliferar, principalmente nos países tropical e subtropical, onde possuem um clima favorável, e principalmente no verão, após a época chuvosa em que o acúmulo de água em garrafas, caixa d’agua e em outros recipientes é bastante comum. A dengue é transmitida pelo mosquito fêmea infectado, que ao picar o ser humano transmite a doença.

foto do site: www.dengue.org.br
Esta doença pode ser transmitida por dois mosquitos (Aedes aegypti e Aedes albopictus), ambos possuem o arbovírus (abreviatura do inglês de arthropod-bornvirus, vírus oriundo dos artrópodes), causador da dengue e de outras doenças relacionadas aos artrópodes, no entanto, a dengue é uma doença infecciosa conhecida desde o final do século XVIII, mas só foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) neste século. Os tipos que foram notificados por alguns pesquisadores até hoje foram (DEN-1, DEN-2, DEN-3,DEN-4) sendo que, todos apresentam os mesmos sintomas, a única diferença é que você pegando dengue uma vez com um tipo não poderá ter novamente com o mesmo tipo, ou seja, você só poderá pegar dengue quatro vezes na sua vida inteira. Hoje é uma doença conhecida em quase todo o mundo, pois já houve casos em vários países e também está chegando a países da Europa, Ásia e América do norte, onde esse tipo de doença não se desenvolve normalmente devido ao clima desses países, que não é propício para o desenvolvimento do transmissor.

Hoje, a dengue é motivo para vários estudos. Algumas universidades do país estão pesquisando sobre o combate desta enfermidade, algumas dessas pesquisas já foram divulgadas como a da UFC (Universidade Federal do Ceara) do Departamento de Biologia, onde foram desenvolvidos estudos a partir de substratos de plantas para o combate das larvas do mosquito. Esse substrato é extraído das plantas nativas do Brasil chamadas popularmente de alecrim-pimenta (lippiasidoides) e moringa (Moringa oleífera), esse substrato pode ser diluído, mesmo em grandes porções, elimina completamente a larva do mosquito Aedes aegypti, mosquito este que é mais comum no Brasil.


Ciclo de vida:

foto do site: www.dengue.org.br


O ciclo de vida do mosquito possui as seguintes fases: ovo, larva, pupa, adulto. Eles se desenvolvem em água parada, limpa ou suja, e também os ovos são muito resistentes podendo passar meses sem estar próxima a água, mas a partir do contato com a água eles logo se desenvolvem em larva, passando aproximadamente de cinco a seis dias para se desenvolverem em pupa, em seguida tornam-se adultos e voam, mas para a ovulação é preciso que a fêmea tenha sangue para postulação dos ovos e também para a transmissão da doença.



Fagner Neris


Referências

Aja Brasil, Dengue, disponível em> www.dengue.org.br> acessado em: 16/03/2012


Boschilia, C. ,Biologia: Teoria e Prática, RIDEEL, 1ª Edição, São Paulo, 2001.


Grupo Virtuous, Dengue, disponível em> http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Agua/Agua11.php> acessado em: 16/03/2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Dengue doença atual? e suas verdades!
O mosquito causador da dengue é oriundo do continente africano, que chegou aqui na América no período de colonização pelos navios negreiros, e com isso começaram a se proliferarem principalmente nos país tropical e subtropical que tem clima favorável e principalmente no verão após a época chuvosa, que criam lugares propensos para a sua proliferação. A dengue é transmitida pelo mosquito fêmea infectado que pica o homem e transmite a doença.
A dengue é uma doença infeciosa que pode ser transmitida por dois mosquitos (Aedes aegypti e Aedes albopictus), que esses mesmos têm o arbovírus (abreviatura do inglês de arthropod-bornvirus, vírus oriundo dos artrópodes), causador da dengue. A dengue é uma doença que é conhecida desde o final do século XVIII, mas só foi reconhecida pela organização mundial de saúde (OMS) neste século. Os tipos que foram notificados por alguns pesquisadores até hoje foram (DEN-1, DEN-2, DEN-3, DEN-4) sendo que, todos apresentam os mesmos sintomas, a única diferença é que você pegando dengue uma vez com um tipo não poderá ter novamente com o mesmo tipo, ou seja, você só poderá pegar dengue quatro vezes na sua vida inteira. Hoje é uma doença conhecida em quase todo o mundo, pois já ouve casos em vários países e também está chegando a países da Europa, Ásia e América do norte onde esse tipo de doenças não é desenvolvido com abundancia por causa do clima desses países, que não é propício para o desenvolvimento do transmissor.
Hoje a dengue é motivo para vários estudos de pesquisa na área, algumas universidades do país estão pesquisando sobre como combater a dengue, algumas dessas pesquisas já foram divulgadas como a pesquisa da UFC do departamento de biologia que desenvolveram substrato de plantas para o combate as larvas do mosquito, esse substrato é extraído das plantas nativas do país que se chamam popularmente de alecrim-pimenta (lippia sidoides) e moringa (Moringa oleífera), esse substrato pode ser diluído mesmo em grandes porções, que eliminam completamente a larva do mosquito Aedes aegypti.
Ciclo de vida:
O ciclo de vida do mosquito acontece pelas seguintes fases: ovo, larva, pupa, adulto. Eles se desenvolvem em água parada e limpa ou suja, e também os ovos são muito resistentes podendo passar meses sem ter próximo a água, mas com a chegada da água ele logo se desenvolvem em larva, mas para a ovulação é preciso que a fêmea tenha sangue para postulação dos ovos e também para a transmissão da doença.

sábado, 17 de março de 2012

Dengue uma doença preocupante
Antes de começar a falar sobre a doença em si precisamos saber qual a sua origem.
 O mosquito causador da dengue é natural do continente africano, chegou aqui na América do Sul no período de colonização pelos navios negreiros, com isso começaram a se proliferar, principalmente nos países tropical e subtropical, onde possuem um clima favorável, e principalmente no verão, após a época chuvosa em que o acúmulo de água em garrafas, caixa d’agua e em outros recipientes é bastante comum. A dengue é transmitida pelo mosquito fêmea infectado, que ao picar o ser humano transmite a doença.
Figura 1: foto do site: www.dengue.org.br
Esta doença pode ser transmitida por dois mosquitos (Aedes aegypti e Aedes albopictus), ambos possuem o arbovírus(abreviatura do inglês de arthropod-bornvirus, vírus oriundo dos artrópodes), causador da dengue e de outras doenças relacionadas aos artrópodes, no entanto,a dengue é uma doença infecciosa conhecida desde o final do século XVIII, mas só foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) neste século. Os tipos que foram notificados por alguns pesquisadores até hoje foram (DEN-1, DEN-2, DEN-3, DEN-4) sendo que, todos apresentam os mesmos sintomas, a única diferença é que você pegando dengue uma vez com um tipo não poderá ter novamente com o mesmo tipo, ou seja, você só poderá pegar dengue quatro vezes na sua vida inteira. Hoje é uma doença conhecida em quase todo o mundo, pois já houve casos em vários países e também está chegando a países da Europa, Ásia e América do norte, onde esse tipo de doença não se desenvolve normalmente devido ao clima desses países, que não é propício para o desenvolvimento do transmissor.
Hoje, a dengue é motivo para vários estudos. Algumas universidades do país estão pesquisando sobre o combate desta enfermidade, algumas dessas pesquisas já foram divulgadas como a da UFC (Universidade Federal do Ceara) do Departamento de Biologia,onde foram desenvolvidos estudos a partir de substratos de plantas para o combate das larvas do mosquito. Esse substrato é extraído das plantas nativas do Brasil chamadas popularmente de alecrim-pimenta (lippiasidoides) e moringa (Moringa oleífera), esse substrato pode ser diluído, mesmo em grandes porções, elimina completamente a larva do mosquito Aedes aegypti, mosquito este que é mais comum no Brasil.

Ciclo de vida:
O ciclo de vida do mosquito possui as seguintes fases: ovo, larva, pupa, adulto. Eles se desenvolvem em água parada, limpa ou suja, e também os ovos são muito resistentes podendo passar meses sem estar próxima a água, mas a partir do contato com a água eles logo se desenvolvem em larva,passando aproximadamente de cinco a seis dias para se desenvolverem em pupa, em seguida tornam-se adultos e voam, mas para a ovulação é preciso que a fêmea tenha sangue para postulação dos ovos e também para a transmissão da doença.

Fagner Neris


Referências
Aja Brasil, Dengue,disponível em>www.dengue.org.br> acessado em: 16/03/2012
Boschilia, C. ,Biologia: Teoria e Prática, RIDEEL, 1ª Edição, São Paulo, 2001.
 Grupo Virtuous, Dengue, disponível em>http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Agua/Agua11.php> acessado em: 16/03/2012