sábado, 19 de janeiro de 2013

TIPOS DE VEGETAÇÃO ENCONTRADOS NO PARQUE NACIONAL SERRA DE ITABAIANA




O Parque Nacional Serra de Itabaiana (PARNASI) é uma área de proteção integral, além de ser palco para educação ambiental e pesquisas científicas, possibilitando também o lazer para os seus visitantes, porém ultimamente o termo “Parque Nacional” vem sendo confundido pelo termo “Parque de Diversões” justamente pela falta de conhecimento das pessoas, por desconhecerem o que é uma unidade de conservação. Situado próximo à costa de Sergipe, o PARNASI possui aproximadamente 8 mil hectares. Composto por três serras, sendo elas: serra Comprida, serra do Cajueiro e serra de Itabaiana, essa última sendo a maior delas, medindo cerca de 650m de altura. Ela abriga uma riquíssima diversidade faunística por ser uma área também rica em espécies vegetais, servindo de alimento e habitat para muitos animais.
A vegetação predominante no PARNASI é a Mata Atlântica, formada por árvores de grande porte, troncos eretos e uma cobertura vegetal bastante densa e fechada, impedindo que grande parte dos raios solares atinja o solo, sendo, portanto uma área úmida.
Há hoje muito poucos fragmentos de Mata Atlântica em Sergipe e o PARNASI é um desses. Os desmatamentos e queimadas para criação de pastos para gado e uso da madeira por cerâmicas, dentre outros fins, são os principais responsáveis por essa redução.
Outros tipos de vegetação ainda encontradas no Parque, segundo pesquisadores, são a Caatinga, Restinga e o Cerrado, esses não muito bem definidos, mas possuem elementos que os definem, ou seja, espécies vegetais e solo que os caracterizam dessa forma. No caso da Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, há predominância de arbustos com galhos retorcidos e cactos (cabeça-de-frade). Em épocas muito quentes, os arbustos dessa área costumam perder quase que todas as suas folhas (adaptação para evitar perda excessiva de água por evaporação). Mais uma característica da Caatinga é o tamanho das folhas que são pequenas quando comparadas às da Mata Atlântica.
Portanto, o PARNASI é uma área que possui uma transição em sua fisionomia vegetal (área ecótone), ora você está em uma área de Mata Atlântica, ora você se depara com uma zona com elementos de Caatinga ou de Restinga, o que influência bastante no clima local, o qual varia desde muito quente a muito úmido.

Cléverton Silva


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O trabalho TIPOS DE VEGETAÇÃO ENCONTRADOS NO PARQUE NACIONAL SERRA DE ITABAIANA de Cléverton Silva foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivados 3.0 Não Adaptada.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O que sabemos a respeito dos fungos?

Por Iúri Acksel

Os fungos são organismos heterótrofos, ou seja, não fabricam seu próprio alimento. São capazes de proliferar-se nos mais diversos tipos de ambientes incluindo temperaturas extremas entre -0,6 °C e 60°C. Assim como os vegetais, os fungos são sésseis, ou seja, ficam imóveis fixos ao substrato. Estes indivíduos podem colonizar plantações e assim reduzir o valor nutricional dos alimentos, causando assim prejuízos financeiros ao homem.  Reproduzem-se sexuadamente e de forma assexuada.
Os fungos são muito úteis na fabricação de medicamentos como a penicilina e a ciclosporina e também na indústria alimentícia, onde são usados na fermentação de pães, cervejas e vinhos. Outra característica importante dos fungos é a capacidade de ciclar nutrientes em um meio natural, atuando na decomposição da matéria orgânica, seja ela vegetal ou animal.  Aqueles que se alimentam de matéria orgânica em decomposição, são ditos sapróbios, aqueles que retiram seus nutrientes de organismos vivos são chamados de parasitas e no caso dos liquens, os fungos são chamados de simbiontes. Você já parou para observar o que acontece quando uma árvore morre? Qual o papel dos fungos na decomposição? O que é e como ocorre a retroalimentação?

Figura 1 Madeira sendo colonizada por fungos sapróbios


Além dos insetos e bactérias, os fungos agem de forma contundente na colonização e degradação da matéria orgânica no ambiente natural. Observemos na figura acima um exemplo claro disso, onde pequenos fungos crescem e se proliferam sobre o pedaço de madeira. Esse processo é de fundamental importância no equilíbrio ambiental, pois durante a decomposição os nutrientes são devolvidos ao sistema podendo ser reutilizados na síntese de outras formas de vida.
O que foi descrito anteriormente pode ser definido como retroalimentação, ou seja, à medida que os fungos atuam na degradação do seu substrato eles lançam enzimas digestivas que quebram o alimento, boa parte é absorvida por esses indivíduos sapróbios outra parte é absorvida pelo solo sendo assim reincorporada ao sistema biológico.

Bibliografia:

  1. http://www.cb.ufrn.br/atlasvirtual/fungos.htm
  2. http://www.enq.ufsc.br/labs/probio/disc_eng_bioq/trabalhos_pos2003/const_microorg/fungos.htm

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